![[jp] Ano "Ensjo" to wa dare desu ka? [jp] Ano "Ensjo" to wa dare desu ka?](img/anoensjo.gif)
OK, OK, meu nome na verdade é Emerson José Silveira da Costa. Eu nasci em Guaratinguetá (SP), em 29 de janeiro de 1973. A bem dizer só mesmo nasci lá, porque meu pai era da Aeronáutica, e fazia lá o curso de sargento. O fato é que logo fomos para o Rio de Janeiro (RJ), e então para Anápolis (GO). É a partir daí que eu me lembro de existir... [ :-) ] Então, em 1979 meus pais voltaram para o Pará. A família é toda daqui: Minha mãe é de Igarapé-açu, e meu pai de Capanema. Moramos em Belém.
Na quinta série, entrei no Colégio Rêgo Barros. Nesse tempo eu gostava muito de desenhar, e pensava em ser publicitário. Mas em algum momento um colega meu me mostrou um programa em BASIC... E pronto! Por falta de conhecimento comprei um micro chamado MC-1000, da CCE (alguém já ouviu falar nisso?), que tinha um BASIC mais ou menos parecido com o Apple II, mas o processador era Z-80... Ou seja: Ele só era compatível com ele mesmo. Mas essa barreira desenvolveu em mim o instinto fuçador, já que eu tinha que me virar para implementar coisas que os outros computadores tinham. E assim, quando acabei o terceiro ano do segundo grau, já estava decidido: Bacharelado em Ciências da Computação!
Ainda no segundo grau, havia três nisseis (descendentes de japoneses) na minha turma. E como às vezes eles descambavam a falar japonês entre si, aquilo me deixava muito invocado. Fiz que fiz até que meu pai me deixou entrar em uma escola de japonês (Coqueiro Nihongo Gakkou). Passei na versão mais fácil do Noryoku Shiken (teste de proficiência em língua japonesa) e ganhei o primeiro lugar em um Benron Taikai (concurso de oratória em língua japonesa), na classe para brasileiros. (Só havia três concorrentes). Foram ótimos tempos com esse povo alegre (ao seu modo) e organizado. Pena que o método era meio direcionado aos filhos de japoneses, e eu me ressenti da falta de prática em casa... Isso, aliado à falta de tempo quando entrei na Escola Técnica Federal do Pará, me fez interromper os estudos. Uma pena.
Meu irmão resolveu fazer Escola Técnica, e meu pai perguntou se eu não queria fazer algum curso também. Tem algum curso que tenha desenho?, perguntei. Tinha. Edificações. (Na época não havia curso de informática lá.) Passei, e lá ia o Emerson para a Escola Técnica à noite, depois de sair do Rêgo Barros. Muitas pessoas adoram a Escola Técnica (a Escola, como dizem), mas eu nunca gostei muito. Não sei se porque afinal de contas eu não tinha muito a ver com o curso, ou porque era muito estafante sair de uma escola para a outra, ou se porque eu tinha em mente que a minha escola era o Rêgo Barros... Só sei que assim que entrei na Universidade, optei por parar...
Fiz o vestibular aos 16 anos. Na Universidade, conheci a Rosana. Começamos como amigos, claro, mas depois de um certo tempo pintou o namoro, que dura até hoje em estágio avançado. Nos casamos em 1º de outubro de 2000. Chorai, donzelas do mundo! Pois que este vosso servo está comprometido! [ ;-P ] Mas não arrependido! [ :-) ] Eu e a minha Zjan (Ora, ela tem que ter um apelido nos moldes de Ensjo, né? [ ;-) ]) temos um ótimo entendimento e torço para continuemos sempre assim.
Voltando ao passado, no início da Universidade... talvez por influência do estudo de línguas (japonês e inglês), eu fiquei com a idéia de criar uma língua secreta para conversar com colegas... Imaginava várias teorias, mas nada se concretizava na prática. Sei que um belo dia, passeando pela biblioteca encontrei um livreto chamado Primeiro Manual de Esperanto. Apenas 16 regras de gramática!!! O Esperanto foi criado com a intenção de ser uma língua auxilar internacional, para ser usada como segunda língua pelos povos para superar as barreiras lingüísticas.
Ah, mas o Esperanto não é o único projeto de língua auxiliar, apesar de ser de longe o mais famoso. Desde a criação do Esperanto, em 1887(!), e mesmo antes, houve muitos outros projetos de língua auxiliar. E justamente após conhecer e aprender a Interlíngua, deixei o Esperanto de lado. A Interlíngua foi criada pela International Auxiliary Language Association (IALA), uma associação de lingüistas que se reuniram entre 1924 e 1951, e apresentaram ao mundo um produto de qualidade altamente profissional, que foi usado em artigos e congressos científicos. (Interlingua es altemente comprehensibile sin studio previe.) O Esperanto, apesar de sua gramática simplificada, não é tão compreensível, a menos que você já o tenha estudado e saiba como ele funciona. (Esperanto ne estas tiome komprenebla sen antaûa lernado.) Visite a seção do meu sítio sobre Interlíngua e me peça mais informações. Tornei-me membro e representante municipal em Belém da União Brasileira pró Interlíngua.
Um belo dia surgiu o concurso para Técnico do Tesouro Nacional (TTN), na Receita Federal. Fiz e passei em terceiro lugar, e trabalho na Receita Federal desde 1993 até hoje.
O horário comercial infelizmente me impediu de pegar as oito matérias por semestre necessárias para terminar o curso da Universidade em 4 anos e meio, e finalmente em dezembro de 1996, após 7 anos de UFPA e aos 23 anos de idade.... eu me formei!!!! (Aplausos.) O tema do meu TCC (trabalho de conclusão de curso) foi Comércio na Internet, tema cuja escolha foi influenciada pela minha recente adesão ao Nautilus Provedor Internet, operado por amigos meus.

Ensjo, Josefina (mãe) e
Simone (irmã): Natal de 1996.
(Clique para ver foto maior)
E foi então que Ensjo nasceu na Internet.... Ensjo? Mas afinal, teu nome não é Emerson? Sim, é verdade.... A história é a seguinte: O meu sobrinho Andrew, filho do meu irmão Arley, quando ainda estava aprendendo a falar, não conseguia pronunciar Emerson. Tudo o que saía era algo como Encho. Eu achei interessante, adotei o nome e o submeti a algumas alterações gráficas (sj), resultado da época quando eu estava estudando a função das letras para a minha tal língua secreta. Depois eu descobri que este truque já é usado em algumas línguas (vide Natassja Kinsky).
E por falar em curiosidades, existe em Oslo, capital da Noruega, um local chamado Ensjø. É, isso mesmo. A única diferença é esse o cortado deles. Não sei o que significa. Talvez seja alguma coisa com mar, porque a palavra sjø norueguesa é aparentada com a palavra inglesa sea.
![]() Zjan e Ensjo: Toledo, Espanha. Julho de 1997. |
Em julho de 1997 viajei para a Europa com a Zjan. Foi uma correria, mas deu para curtir bastante! (O azul do Mar Mediterrâneo é poesia em forma líquida! Quando eu vi o filme Entrevista com o Vampiro, entendi o sofrimento do vampiro Lestat quando voltou da América para a Europa à noite e o Mediterrâneo estava negro... Não podendo ver a luz do dia, ele nunca mais poderia ver aquele azul...) |
Em 1999, revisitei a Europa, desta vez para participar da Conferentia International de Interlingua na cidade de Focsani (o s tem uma cedilha, deve-se ler focxáni), na região de Vrancea, na Romênia. Fui sozinho, sem a Rosana desta vez, pois a grana estava curta. Mas tive que ir mesmo, porque tinha sido indicado para Vice-Secretário do Conselho Executivo da União Mundial pró Interlíngua, e por isso eles até me ajudaram a pagar a viagem. A conferência correu muito bem. Mas viajando sozinho, sem Rosana nem guia de excursão, me vi em alguns apuros engraçados. A indicação veio de boas sugestões que fiz para a promoção da Interlíngua, e de meu empenho em desenvolver coisas novas para o sítio da UMI.
Atualmente presto assessoria e serviços de programação para a Nautilus em seus projetos para a web. Um trabalho recente do qual participei foi a loja virtual da Sol Informática, aplicando conhecimentos de IIS, HTML, ASP, JavaScript e MS Access. Também tenho bons conhecimentos sobre Perl e Shockwave Flash, PHP e MySQL.
Em 10 de julho de 2002 nasceu minha filhinha, Luísa. O nome foi inspirado pela música homônima do Antônio Carlos Jobim, uma das preferidas da Zjan. Claro que não tardei em criar um sítio para minha pimpolha! :-)
Sim, "Luísa", com "s" e com acento. Afinal, o nome vem do francês Louise, feminino de Louis, que por sua vez vem do nome germânico Ludwig, que também entrou diretamente no português como Ludovico. Um tanto perturbador pensar que o nome da minha filha equivale a Ludovica, hehehe. :-)
Em 2003 comecei a brincar com o conceito de WikiWikiWebs, sítios que podem ser modificados pelos visitantes. Criei alguns para mim, inclusive http://ensjo.wikispaces.com/. Dá uma passadinha por lá...
Isso é tudo por agora. Enquanto eu não penso em outras coisas para escrever sobre mim (se bem que esta página já está bem cheinha!), continue passeando pelo meu sítio.
Última atualização em 30 de junho de 2003.