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Esportes
No RexPa do primeiro turno do Campeonato Paraense, vencido pelo Remo por 2 a 1, dia dois de março, pelo menos seis mil pessoas entraram no Mangueirão sem pagar. Segundo os dirigentes de Paysandu e Remo, uma ínfima parte a trabalho. Por conta desse prejuízo, já histórico, ontem à tarde os dois rivais emitiram uma nota oficial em conjunto com a Federação Paraense de Futebol, no qual colocam alguns limites no que consideram uma farra de gratuidades nas partidas. Mas o documento promete algumas discussões até o Re x Pa de domingo. A decisão foi tomada após reunião realizada no final da tarde de ontem na sede da Federação Paraense de Futebol.

A nota diz que 'Remo, Paysandu e FPF, de comum acordo decidem e tornam público que doravante seus jogos oficiais válidos pelo Campeonato Paraense da 1ª Divisão de Profisionais, não será liberado o acesso gratuito (grifo do documento) aos servidores públicos, civis e militares que não estiverem escalados de serviço no evento, assim como todos os credenciados pela Secult (Secretaria de Estado de Cultura) e APPD (Associação Paraense das Pessoas com Deficiência) e outros afins, uma vez que os que prestam serviço são escalados previamente pelos respectivos órgãos e se apresentam dentro do horário estabelecido para o evento.'

Mas, lembra Antônio Maria da Silva, diretor esportivo da APPD, a gratuidade para portadores de deficiência é garantido no Pará por Lei estadual. 'O que acontece é que muitos parentes de credenciados usam a carteira da APPD para entrar nos estádios. Já avisamos ao Ministério Públuco sobre isso, assim como a Remo e Paysandu. Quem estiver na bilheteria tem que pedir a carteira de identidade além do documento da entidade. Eles (os clubes) não fiscalizam e querem colocar a culpa nos deficientes', afirmou. Ainda hoje a APPD deve entrar com uma ação judicial para garantir a entrada no estádio.

A Lei número 5.753 de 27 de agosto de 1993 versa o seguinte: 'O Governo do Estado do Pará isenta do valor cobrado como ingresso nos cinemas, teatros, museus, galerias de artes, nas casas de espetáculos, ginásios poli-esportivos e estádios de futebol pertencentes ao Estado do Pará ou às suas fundações e as entidades de caráter privado, às pessoas a partir de 60 anos de idade ou aposentados e às pessoas portadoras de deficiência.'

O presidente da FPF, Antônio Carlos Nunes de Lima, signatário da nota junto com o presidente do Remo Raimundo Ribeiro e o diretor de futebol do Paysandu Rui Sales, lembra que o papel da entidade nesse momento é apoiar os clubes, mas admite que a decisão pode gerar polêmica. 'Não questiono isso. O que os clubes acham é que é uma lei inscontistucional. No entendimento deles quem quiser que recorra à decisão dos clubes, que têm apoio da federação', disse. 'Como presidente da FPF tenho que apoiar os seus filiados. Mas isso vale uma discussão mais à frente', completou o Coronel Nunes.

Para o advogado Pedro Lima, presidente do Conselho Deliberativo do Remo e que esteve presente na reunião, a decisão dos clubes se respalda no Estatudo do Torcedor. 'Essa Lei estadual entra em conflito com a Lei Federal. O Estatuto do Torcedor diz que idosos e deficientes terão direito apenas à meia-entrada e, nesses casos, as Leis feredais prevalecem sobre as estaduais. No entanto, na Lei número 10.671, de 15 de maio de 2003, o Estatuto do Torcedor, não há nenhum dispositivo que deixe claro essa forma de cobrança para os caso especificados. A Lei pode ser conferida no site http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Leis/2003/L10.671.htm .

Boaro tem dúvidas no setor defensivo do Paysandu para o clássico

O começo de semana de treinamentos do Paysandu para o clássico Re x Pa foi de indefinições. O técnico Édson Boaro garante que confia no elenco que tem em mãos, mas admite que tem dúvidas na defesa. Considerado o setor mais deficiente da equipe, não se sabe por enquanto quem serão os três zagueiros que enfrentarão o Leão Azul. O que se sabe é apenas que devem mesmo ser três, com o atual sistema sendo mantido. 'O setor preocupa porque tive que fazer várias alterações por conta de suspensões e contusões. Mas os jogadores têm assimilado bem o sistema com três zagueiros e o time já está bem adaptado', disse.

Mas Boaro tem o que comemorar. Ele tem todo o elenco à disposição. Os atacantes Beá e Zé Augusto estão em fase de recuperação de lesões e o lateral-direito Jucemar está com conjuntivite, mas a previsão do departamento médico é de que todos estejam aptos para o final de semana. 'É claro que é bom ter todos à disposição. Alguns jogadores ainda não estão 100%, mas acredito que até o clássico todos devem estar bem para serem aproveitados. Ainda é muto cedo para definir alguma coisa. Tenho até sexta-feira para escolher quem entrará em campo', afirmou Boaro.

O treinador explicou que o fato dele e do rival Artur Oliveira esconderem o jogo quanto às escalações faz parte dos dias que antecedem uma partida tão importante. Para ele esse procedimento é normal. 'Tenho uma semana inteira para trabalhar. Não é uma questão de mistério e sim de testar as alternativas que tenho. Mas não adiantar a escalação faz parte do jogo e é uma forma de não passar mais informações para o adversário'.

Com passagens como jogador pela Seleção Brasileira, por Corinthians-SP, Palmeiras-SP, Ponte Preta-SP, Guarany-SP, entre outros, o técnico bicolor disputou vários clássicos e jogos importantes, mas será a primeira vez que ele encarará um jogo desse porte como comandante. 'Como jogador participei de vários clássicos. Aqui será a primeira oportunidade como técnico.'

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Cidades
Os agentes de combate à dengue de Ananindeua decidiram ontem, em assembléia improvisada em plena BR-316, entrar em greve por melhores salários. Depois de fechar o tráfego na rodovia por dez minutos, e tentar, sem sucesso, se reunir com o prefeito Hélder Barbalho, eles decidiram efetivar a paralisação, que já estava sendo ensaiada há pelo menos dez dias. O fechamento da via, em frente à prefeitura, causou bate-boca entre manifestantes e motoristas, com o congestionamento, que se estendeu até a entrada de Marituba.

Os agentes da dengue queriam ouvir do prefeito uma resposta sobre a pauta de reivindicações da categoria, protocolada no dia 4 de abril na prefeitura, ou que uma comissão formada pelas lideranças do movimento fosse recebida pelo prefeito. Uma representante da prefeitura tentou dialogar com os manifestantes, pedindo que eles formassem a comissão que deveria se reunir com a procuradora do município, Laura Pontes, e com a secretária de Saúde, Gisela Sequeira. Até o meio-dia, a secretária não havia chegado ao prédio e, sem nenhuma resposta, os manifestantes decidiram deflagrar a greve. Em nota, a prefeitura alega que os manifestantes se recusaram ser recebidos.

'Nós desistimos de falar com a secretária. Eles nos deram um prazo final para apresentar uma proposta, até 28 (de abril), mas não se pronunciaram até agora e nem convocaram uma nova reunião. Viemos aqui, tentar ouvir do prefeito Hélder alguma solução, mas ninguém quis nos receber. Agora a secretária diz que vai se reunir com a categoria?', reclama o agente Alessandro Maia. A manifestação de ontem foi a terceira, em menos de dez dias, em que os agentes tentaram discutir o reajuste salarial com a prefeitura.

Além da equiparação salarial com os agentes de saúde federais, em conformidade com a lei federal 11.350/06, os manifestantes querem que a data-base do pagamento do vale-transporte seja fixada até o 5º dia útil do mês e que o adicional de insalubridade, de 20% sobre o salário, volte a ser pago. De acordo com as lideranças do movimento, a redução salarial da categoria se deve, em parte, pelo fim do pagamento do adicional de insalubridade, desde maio de 2006.

Em nota, a prefeitura informa que a Secretaria Municipal de Saúde (Sesau) está realizando uma perícia para verificar quais agentes devem receber o adicional de insalubridade. A prefeitura informa ainda que já está em fase de elaboração um projeto de lei, que deve ser apresentado à Câmara Municipal, para que os agentes de combate às endemias tenham as profissões regulamentadas por lei municipal. Uma nova reunião entre a Sesau e o Sindicato dos Trabalhadores em Saúde Pública (Sindsaúde), seção Ananindeua, está marcada para o próximo dia 9.

De acordo com a assessoria de imprensa da prefeitura, o prefeito Hélder Barbalho está em Brasília desde quinta-feira, participando de reuniões sobre as obras do PAC, o Plano de Aceleração do Crescimento, do governo federal.

Assembléia foi realizada em plena BR-316 após bloqueio

Por volta de 11h30 da manhã, os cerca de 60 manifestantes, que estavam concentrados em frente à prefeitura em volta de um carro-som, decidiram fechar a BR-316 pela primeira vez. Vestindo o uniforme de trabalho e levantando faixas com frases de protesto contra a prefeitura, eles impediram a passagem dos carros por 10 minutos. Alguns motoristas tentaram furar o bloqueio pelo acostamento, mas foram impedidos pelos manifestantes. Eles só recuaram quando o representante da prefeitura saiu para ouvir as lideranças do movimento. 'Eles já tiveram a oportunidade de se pronunciar, e nada. Nós queremos uma medida concreta e não um novo prazo. Já chega de enrolação', gritava ao microfone, Altiery Gleyson, inflamando os manifestantes.

A polícia militar, que havia sido chamada para acompanhar a manifestação, e os agentes da Polícia Rodoviária Federal tentaram intervir, e propuseram intermediar uma nova negociação com a prefeitura. Os manifestantes recuaram e permitiram que uma das pistas da BR-316 fosse liberada. Em frente à prefeitura, em votação improvisada, a categoria decidiu pela paralisação total dos serviços. O que prejudica os serviços de combate ao mosquito.

Com impasse, professores prometem radicalização

Ontem, 11° dia da greve dos professores da rede estadual de ensino, a maior parte das escolas públicas de Belém permaneceram sem aulas. Segundo o Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Pará (Sintepp), os professores paralisaram os trabalhos em mais de 95% das escolas da capital.

O impasse entre professores e Secretaria de Estado da Educação (Seduc), iniciado no dia 25 de abril, além de penalizar os estudantes, compromete o calendário escolar do ano letivo. O Sintepp reivindica reajuste de 30% de salário e vale-refeição no valor de R$ 400, mas a administração estadual propõe remuneração salarial de 9,21% para nível operacional, 10% para nível médio e 6,5% para nível superior, índices que possibilitam ganho real acima da inflação que foi de 4,8%, nos últimos 12 meses. O auxílio alimentação seria de R$ 50 para todos.

A última reunião, realizada na sexta-feira (2), não solucionou o impasse. Conceição Holanda, coordenadora geral do sindicato, afirma que a proposta apresentada na reunião não foi satisfatória para a categoria.Ela afirma que, caso o governo não corresponda às expectativas da categoria, os professores deverão radicalizar os protestos, inclusive com a interdição de vias públicas. Por meio de nota, a Seduc ressalta que o governo, desde 2007, tem feito esforços para melhorar as condições de trabalho dos servidores públicos da educação.

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Fonte:Amazônia jornal(06/05/2008)
www.orm.com.br

Brasil
Mais 10 prefeituras suspeitas de fraude

INVESTIGAÇÃO Municípios, desvio de empréstimos do BNDES

O Ministério Público Federal vê indícios de fraudes em empréstimos concedidos pelo BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) para, pelo menos, mais dez prefeituras. Segundo a procuradora da República Adriana Scordamaglia, “pelo menos mais dez prefeituras serão investigadas” na Operação Santa Tereza, da Polícia Federal. Por enquanto, apenas a prefeitura de Praia Grande está sendo investigada.
A procuradora também não descartou o envolvimento de funcionários do BNDES no esquema de desvios de recursos. Porém, Scordamaglia não informou quais prefeituras nem o nome dos funcionários suspeitos de participação porque o processo corre em segredo de Justiça.
O Ministério Público Federal ofereceu denúncia contra os envolvidos no esquema do BNDES, na semana passada. A Justiça Federal de São Paulo acatou o pedido, na noite de sexta-feira, e abriu processo contra 13 pessoas investigadas.
No sábado, o juiz substituto Márcio Ferro Catapani, da 2ª Vara Federal Criminal de São Paulo, também decretou a prisão preventiva de Marcos Vieira Mantovani, João Pedro Moura e José Carlos Guerreiro, que estavam presos, temporariamente, na PF.
Porém, a Justiça rejeitou o novo pedido de prisão do advogado Ricardo Tosto, que integrava o conselho de administração do BNDES, por indicação da Força Sindical -central sindical controlada pelo deputado federal Paulo Pereira da Silva (PDT-SP).
Tosto -sócio de um dos principais escritórios de advocacia do Brasil- foi preso, no dia 24 de abril, suspeito de envolvimento com desvios de verbas do BNDES para empresas e prefeituras implantarem projetos de desenvolvimento e expansão, além de exploração da prostituição.
O Ministério Público Federal pediu à Justiça o envio do inquérito ao STF (Supremo Tribunal Federal) e ao TRF-3 (Tribunal Regional Federal) da 3ª Região para que suspeitas de envolvimento de Paulinho e do prefeito da Praia Grande, Alberto Mourão (PSDB), sejam investigadas, uma vez que eles têm foro privilegiado.
Procurada pela reportagem, a assessoria do BNDES preferiu não se manifestar, porque a instituição não foi notificada, oficialmente, da investigação. (BRASÍLIA-DF - Folhapress)

Cúpula do PDT discute a situação de deputado

BRASÍLIA-DF (Folhapress) - A Executiva Nacional do PDT discute, hoje, alternativas para o futuro político do deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), o Paulinho da Força Sindical, acusado de envolvimento em esquema de irregularidades no BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social). O partido não descarta aplicar punições ao parlamentar, que variam, desde a licença temporária da legenda até a perda do mandato -embora lideranças do PDT também reconheçam que ele pode, ao contrário, receber o apoio dos pedetistas com a aplicação somente de repreensão verbal.
A bancada do PDT na Câmara também vai se reunir, na manhã de hoje, para analisar o caso. À noite, será a vez da Executiva Nacional do partido bater o martelo sobre o futuro político de Paulinho. Inicialmente, os pedetistas já definiram que vão solicitar cópias do inquérito da Operação Santa Tereza, da Polícia Federal, na qual o deputado é citado por envolvimento nas irregularidades.
O comando do PDT está incomodado com a falta de informações oficiais sobre as investigações que envolvem o nome do parlamentar com o esquema de exploração sexual de mulheres no Brasil e no exterior, além das fraudes no BNDES.
A Executiva do PDT espera explicações contundentes do deputado para evitar danos à imagem do partido, em ano de eleições municipais. Os pedetistas temem que as denúncias também prejudiquem a formação de chapas com partidos da base aliada do governo, nas disputas municipais.

FORÇA - A direção da Força Sindical divulgou nota, na tarde de ontem, na qual diz que o deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), o Paulinho da Força, está sendo vítima de uma “implacável” perseguição política. Para a direção da central sindical, o objetivo da denúncia é impedir que Paulinho mantenha sua independência política e sua luta “incansável” na defesa dos direitos dos trabalhadores.
“ Nesse momento de denúncias descabidas contra nosso maior líder, queremos registrar aqui o nosso mais vigoroso apoio ao presidente de nossa central e deputado”, afirma o documento.

NO SENADO

Dilma vai falar sobre dossiê

BELO HORIZONTE-MG (Folhapress ) - Dois dias antes de depor à Comissão de Infra-Estrutura do Senado, a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, afirmou, ontem, que vai responder sobre o dossiê dos cartões corporativos se for questionada sobre o assunto.
Foi a primeira vez que Dilma admitiu tocar no assunto, no Senado. Até então, o governo e seus aliados na Casa diziam que ela só falaria sobre o PAC (Programa de Aceleração do Crescimento). A convocação da ministra foi uma manobra da oposição.
“ Vou falar sobre o que me perguntarem. Obviamente, vou começar falando do PAC, porque é para isso que vou lá, mas aceito responder a qualquer pergunta”, disse. Questionada se teme ser pressionada pela oposição, afirmou, lacônica: “Não”.
Dilma voltou a negar a existência de um dossiê. “Nós não fizemos dossiê. Fizemos um banco de dados. E é o que nós queremos saber, posto que eram informações privativas da Casa Civil. Queremos saber quem vazou.” Ao deixar o congresso anual da Associação Mineira de Municípios, na capital mineira, ela defendeu o direito de o PT de Belo Horizonte fazer aliança com o PSDB do governador Aécio Neves.

PF - Após um mês de investigações sem chegar a uma conclusão, a Polícia Federal (PF) decidiu pedir à Justiça a prorrogação do inquérito que apura responsabilidades pela montagem do dossiê sobre os gastos do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, que teria sido feito por servidores da Casa Civil. O pedido não especifica o prazo, mas, como é de praxe, a prorrogação deverá ser por mais 30 dias. Aberto no dia 7 de abril, o inquérito destina-se a investigar a responsabilidade pelo vazamento do dossiê e se houve dolo na sua elaboração.


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Fonte:Diário do Pará(06/05/2008)
http://www.diariodopara.com.br

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